O Tarkin costuma dizer que eu sou o líder natural da Centuria. Por algum tempo (muito, por sinal) acreditei nisso. E por diversas eras em diversos reinos assumi esse cargo. Sempre usei as prerrogativas com o máximo de responsabilidade e sempre me preocupei em manter uma imagem ilibada, porque acredito que a imagem que o líder projeta para dentro e fora da aliança é o que define o que ela é.
Ao lado disso, a Centuria sempre teve uma característica indelével, a democracia. Todos os assuntos sempre foram decididos pelo voto de cada membro. Independentemente do cargo, todos os membros possuem voz ativa e seus votos tem o mesmo peso. Pensando nisso, criamos todos nós um conjunto de normas através das quais a aliança foi governada. A esse conjunto de normas demos o nome de Constituição da Aliança. Considero isto, depois das amizades que me trouxe, o maior tesouro da Centuria. Essa Constituição está preservada e poderá ser colocada em prática em qualquer realm em que estejamos, basta a vontade dos membros.
Voltando ao assunto do tópico, a defesa dessa constituição fez com que eu me tornasse um líder muito rigoroso. Não considero que eu estivesse errado, muito pelo contrário, a aliança funcionava com suas engrenagens em perfeito alinhamento e éramos líderes disparados em pesquisas e alternando a liderança da pontuação geral com a Lusitânia e a Federais, tudo isso no PT1.
Acontece que essa defesa dos princípios da Centuria me esgotaram. O jogo deixou de ser divertido e passou a ser um fardo. Tive que conviver com um cientista que se desenvolvia de forma extremamente rápida e que, ao mesmo tempo atraía a ira de muita gente de fora e dentro da aliança. Tive que conviver com uma dissidência interna que me sangrou o coração, por se tratar de pessoa por quem tenho grande estima. Sei que até hoje esse amigo não entendeu a situação, mas paciência. A pressão sobre as minhas costas eram imensas.
Isso chegou a afetar a qualidade do meu trabalho. A liderança tomava tanto tempo, roubava tantas horas de sono, que os complexos relatórios que era obrigado a gerar para o diagnóstico de problemas da vida real acabaram perdendo a qualidade. Eu estava cansado, pressionado e me dando mal no trabalho. Tudo isso culminou em derrotas vergonhosas em batalhas que venceria facilmente sob outras condições.
Tudo isso me levou a tomar a atitude de dar um basta. Abandonei o jogo em todas as frentes. Reencontrei meu equilíbrio e estou em paz.
Contei tudo isso para justificar o porque de ter declinado do convite para voltar a assumir a liderança da aliança ontem. Se fosse assumir, muita coisa seria reformulada. A Constituição seria reaplicada, todo o sistema de votações e de distribuição de cargos seria reaplicado. E eu sei o tipo de pressão que isso iria colocar novamente sobre os meus ombros.
Não quero mais isso para a minha vida. Quero me divertir e só.
domingo, 28 de março de 2010
Centuria no PT10
No mês de fevereiro recebi alguns scraps no meu Orkut nos quais o Knowhow me convidava a iniciar a nova era do PT10. Confesso que não dei muita atenção. Eu tinha participado de parte da era que estava terminando e os acontecimentos tinham me desestimulado a jogar. Depois, logo em seguida a isso tinha passado pela grande decepção do PT1, onde me vi obrigado a abandonar o jogo antes de pirar de vez. Tinha desativado até a conta do Internacional 3, que é a minha preferida. Estava ausente do jogo deste setembro de 2009. Estava em estado de profunda paz e só o pensamento de entrar em um burburinho de confusões e disputas internas já me causava arrepios.
Foi quando o grande amigo, Tarkin, o Almirante, me mandou algumas mensagens pelo Hotmail. Me falou do sucesso que foi a campanha no PT10 depois do nosso abandono. O irmão Allan também fez alguns comentários sobre fatos ocorridos, a saída do Mineiro, o grande desagregador e o sucesso que a aliança alcançou, sendo a segunda no ranking militar. Mesmo assim, ainda relutei. Finalmente o Tarkin me convenceu.
Fiz minha inscrição no realm em silêncio. Não falei nada a ninguém. Queria primeiro sentir se ainda sabia jogar. Não demorou muito, o Tarkin me encontrou. Bem, o resto da história estamos escrevendo agora, com a Centuria se fortalecendo e no topo da tabela. Espero que seja uma história de honra e vitórias.
Foi quando o grande amigo, Tarkin, o Almirante, me mandou algumas mensagens pelo Hotmail. Me falou do sucesso que foi a campanha no PT10 depois do nosso abandono. O irmão Allan também fez alguns comentários sobre fatos ocorridos, a saída do Mineiro, o grande desagregador e o sucesso que a aliança alcançou, sendo a segunda no ranking militar. Mesmo assim, ainda relutei. Finalmente o Tarkin me convenceu.
Fiz minha inscrição no realm em silêncio. Não falei nada a ninguém. Queria primeiro sentir se ainda sabia jogar. Não demorou muito, o Tarkin me encontrou. Bem, o resto da história estamos escrevendo agora, com a Centuria se fortalecendo e no topo da tabela. Espero que seja uma história de honra e vitórias.
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