domingo, 28 de março de 2010

Liderança

O Tarkin costuma dizer que eu sou o líder natural da Centuria. Por algum tempo (muito, por sinal) acreditei nisso. E por diversas eras em diversos reinos assumi esse cargo. Sempre usei as prerrogativas com o máximo de responsabilidade e sempre me preocupei em manter uma imagem ilibada, porque acredito que a imagem que o líder projeta para dentro e fora da aliança é o que define o que ela é.

Ao lado disso, a Centuria sempre teve uma característica indelével, a democracia. Todos os assuntos sempre foram decididos pelo voto de cada membro. Independentemente do cargo, todos os membros possuem voz ativa e seus votos tem o mesmo peso. Pensando nisso, criamos todos nós um conjunto de normas através das quais a aliança foi governada. A esse conjunto de normas demos o nome de Constituição da Aliança. Considero isto, depois das amizades que me trouxe, o maior tesouro da Centuria. Essa Constituição está preservada e poderá ser colocada em prática em qualquer realm em que estejamos, basta a vontade dos membros.

Voltando ao assunto do tópico, a defesa dessa constituição fez com que eu me tornasse um líder muito rigoroso. Não considero que eu estivesse errado, muito pelo contrário, a aliança funcionava com suas engrenagens em perfeito alinhamento e éramos líderes disparados em pesquisas e alternando a liderança da pontuação geral com a Lusitânia e a Federais, tudo isso no PT1.

Acontece que essa defesa dos princípios da Centuria me esgotaram. O jogo deixou de ser divertido e passou a ser um fardo. Tive que conviver com um cientista que se desenvolvia de forma extremamente rápida e que, ao mesmo tempo atraía a ira de muita gente de fora e dentro da aliança. Tive que conviver com uma dissidência interna que me sangrou o coração, por se tratar de pessoa por quem tenho grande estima. Sei que até hoje esse amigo não entendeu a situação, mas paciência. A pressão sobre as minhas costas eram imensas.

Isso chegou a afetar a qualidade do meu trabalho. A liderança tomava tanto tempo, roubava tantas horas de sono, que os complexos relatórios que era obrigado a gerar para o diagnóstico de problemas da vida real acabaram perdendo a qualidade. Eu estava cansado, pressionado e me dando mal no trabalho. Tudo isso culminou em derrotas vergonhosas em batalhas que venceria facilmente sob outras condições.

Tudo isso me levou a tomar a atitude de dar um basta. Abandonei o jogo em todas as frentes. Reencontrei meu equilíbrio e estou em paz.

Contei tudo isso para justificar o porque de ter declinado do convite para voltar a assumir a liderança da aliança ontem. Se fosse assumir, muita coisa seria reformulada. A Constituição seria reaplicada, todo o sistema de votações e de distribuição de cargos seria reaplicado. E eu sei o tipo de pressão que isso iria colocar novamente sobre os meus ombros.

Não quero mais isso para a minha vida. Quero me divertir e só.

5 comentários:

  1. Não conhecia muito bem este figuraço que é o Carlos, nestes últimos dias estou tendo a excelente oportunidade de conhecer uma grande pessoa, antes de ser um grande Guerreiro, sei bem o que ele disse acima, e estou vendo este filme em minha vida, comecei a jogar por diversão e hoje carrego um fardo que não estou suportando, me transformei em líder da aliança The legion no realm 6 mesmo não estando na liderança, quando perco uma batalha em guerra, é como se parte de mim se fosse naquela batalha, para todos terem ideia me desconcentro totalmente.
    Meu amigo Carlos, se você conseguiu me diga como sair desta cilada que o jogo faz com as pessoas que levam isso com comprometimento e lealdade.

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  2. Acho que não tem uma fórmula. Um dia bate o cansaço e você é obrigado a tomar uma atitude. É como se livrar de um vício qualquer. Chega uma hora que você tem que tomar a decisão ou ver tudo ruir à sua volta. Ainda continuo com o mesmo comprometimento de sempre, mas não carrego mais esse peso de levar a aliança nas costas.

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  3. Entendi bem amigo, haverá uma hora que terei de dar um basta, é isso que está escrito nas entre linhas. Correto?

    Talvez isto se prolongue um pouco mais porque não temos o costume de ler as entre linhas, mas começarei a amadurecer esta ideia.

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  4. Eu tive que dar esse "basta" um dia. Fiquei vários meses afastado e só voltei agora. Mais tranquilo, e sem pressão. Aí tudo fica mais claro. Isso não quer dizer que as coisas aconteçam e eu esteja frio e indiferente. Fico feliz quando vejo o sucesso da aliança, assim como fico possesso de raiva quando vejo alguém fazendo bobagem, ou mesmo com as bobagens que eu mesmo faço. Só que hoje não me mato mais com isso. Viro para o lado e assisto um programa de TV.

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  5. eu parei acho que 1 ou 2 meses depois do Carlos, voltei para o pt 10 e nada mais. mas o realm 3 é o meu ódio, hehe.

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